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riscos_e_rabiscos

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O Homem Misterioso

Um dia destes, na pinguinolândia, andava alguém a telefonar para lá e pediam para falar com a professora Pepper.

 

Quando me informaram disto, achei super estranho, até porque na verdade não sei o número fixo de lá e, comichosas como as pinguins são, jamais em tempo algum eu o daria a alguém sem autorização.

De resto, sempre que preciso falar com a pinguim-mor, eu ligo directamente para ela, para o seu número pessoal.

 

Vinha eu do refeitório, uma pinguim aproxima-se de mim, com um ar grave, e diz-me "professora, anda um homem a telefonar para si..." Glup! Caiu-me tudo aos pés. Sabem aquela sensação de culpada de algo mesmo quando estamos inocentes? Foi assim que me senti...

"Um homem a telefonar para mim? Mas eu nunca dei o telefone daqui e nem sequer sei o número fixo...", respondi, incrédula.

A pinguim acrescenta "Pois professora Pepper mas o homem já anda a telefonar há vários dias... eu até andei a ligar para todas as salas à sua procura..." Oh diabo! Ainda mais estranho é.

 

Então o "homem" não tem o meu número pessoal?! - Pensei eu com os meus botões.

"Ó Ir. Pinguina, faça-me um favor, se o tal "homem" voltar a ligar para mim, diga-lhe que eu não estou aqui todos os dias. E que se quiser falar comigo que deixe o contacto." Eu estava super-intrigada com o tal "homem".

 

Fui dar a minha última aula, que por acaso era na sala da pinguim-mor. "Professora Pepper, ligaram a dizer que amanhã vêm entregar os livros (finalmente!)", informou-me ela. FIAT LUX! De repente fez-se luz! O tal homem que se fartou de ligar para mim durante vários dias era, nem mais nem menos, do que... O VENDEDOR DA EDITORA DOS LIVROS!

 

Era preciso fazer um verdadeiro "caso sérios" por causa de um inofensivo vendedor da editora onde eu encomendara os livros?! {#emotions_dlg.blushed}